domingo, 11 de setembro de 2011

~ A Encantada ~


O chalé de estilo alpino francês da foto acima hoje em dia é um museu, mas já foi a residência de verão de uma das mentes mais inventivas do Brasil - Alberto Santos Dumont - o pai da aviação.
Após a morte do inventor, seus sobrinhos a doaram para a prefeitura de Petrópolis para que se perpetuasse a memória do tio.
Entrar nesta pequena casa é conhecer um pouco da genialidade e criatividade de Santos Dumont, pois foi ele mesmo, com a ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras, que a idealizou e projetou.
A casa foi construída em 1918 num pequeno espaço do antigo Morro do Encanto e, por isso, passou a ser carinhosamente chamada de A Encantada.
Eu particularmente a considero encantada, mágica, pois possui detalhes muito diferentes para os padrões da época e até mesmo muito curiosos para os nossos padrões atuais.
A começar pelas escadas da entrada. As mesmas possuem uma forma bastante inusitada. Pelo fato de serem muito íngremes, Santos Dumont batia com sua canela todas as vezes que as subia. Para resolver esse inconveniente, ele decidiu recortá-las em forma de raquete. Simples, não?
A casa possui um porão que servia de oficina.
No primeiro andar, numa peça única - eu diria um mini-loft - há a sala de estar/jantar e a biblioteca.
Subindo ao segundo andar, encontra-se o quarto de dormir e o banheiro.
Por uma porta lateral, tem-se acesso ao telhado com um mirante para observar os astros.
Mais curiosidades:
Os móveis parecem complementos das paredes. Incrível! Parece que são uma continuação das paredes.
A cômoda cheia de gavetões transformava-se numa cama assim que o Pai da Aviação colocava seu colchão em cima da mesma. Após o soninho de gênio, o inventor guadava seu colchão atrás de uma porta, numa espécie de armário oculto, onde também guardava sua mala de viagem. Tudo muito prático e funcional, aproveitando todos os possíveis espaços de uma pequena construção.
Não podemos esquecer, é claro, do banheiro que possui um chuveiro de aquecimento a álcool, com um balde perfurado e dividido ao meio, com entrada para água quente e fria. Com a ajuda de duas correntinhas, o gênio da aviação controlava a temperatura.
Agora, a melhor parte. Bato palmas de pé e de salto alto, tiro o chapéu e reverencio o grande mestre da aviação. A casa não possui cozinha. Perfeito! Cozinha pra que? Não sei qual a necessidade de um cômodo desses numa casa. :)
Santos Dumont pedia suas refeições ao Palace Hotel - atual Universidade Católica de Petrópolis. O danadinho ainda inventou o delivery service. :)
Enfim, uma casa simples, prática, eficiente, funcional. Tudo de bom!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

~ O Não Julgamento ~


Julgar é estar constantemente avaliando as coisas como certas ou erradas, boas ou más. Se você está constantemente avaliando, classificando, rotulando, analisando, cria muita turbulência em seu diálogo interior. Com isso, você diminui o ‘espaço vazio’ entre seus pensamentos. E é através desse espaço vazio que você se conecta com você mesmo e sua criatividade sem fim.
Há uma oração que diz: ‘hoje não julgarei nada que aconteça’. O não-julgamento cria silêncio em sua mente. É uma boa idéia, portanto, começar o dia com essa frase. E durante o dia, lembrar dela toda vez que se pegar julgando alguma coisa. Se achar difícil fazer isso durante todo o dia, pelo menos se comprometa a não julgar nada nas próximas duas horas, ou durante uma hora. Depois, gradualmente, vá aumentando esse tempo.
Boa sorte!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

~ Rir é o Melhor Remédio ~


O que escrever na sua lápide se você é:

ESPÍRITA
Volto já.

INTERNAUTA
www.aquijaz.com.br

AGRÔNOMO
Favor regar o solo com Neguvon. Evita Vermes.

ALCOÓLATRA
Enfim, sóbrio.

ARQUEÓLOGO
Enfim, fóssil.

ASSISTENTE SOCIAL
Alguém aí, me ajude!

BROTHER
Fui.

CARTUNISTA
Partiu sem deixar traços.

DELEGADO
Tá olhando o quê? Circulando, circulando.

ECOLOGISTA
Entrei em extinção.

ENÓLOGO
Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e after tasting que denota presença de Microorganismos diversos.

FUNCIONÁRIO PÚBLICO
É no túmulo ao lado.

GARANHÃO
Rígido, como sempre.

GAY
Virei purpurina.

HERÓI
Corri para o lado errado.

HIPOCONDRÍACO
Eu não disse que estava doente?!

HUMORISTA
Isto não tem a menor graça.

JANGADEIRO DIABÉTICO
Foi doce morrer no mar.

JUDEU
O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando Conta do lojinha?

PESSIMISTA
Aposto que está fazendo o maior frio no inferno.

PSICANALISTA
A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido.

SANITARISTA
Sujou!

SEX SYMBOL
Agora, só a terra vai comer.

VICIADO
Enfim, pó!

O ADVOGADO
Disseram que morri, mas vou recorrer!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

~ Baleia ou Sereia? ~


Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça de biquíni e a frase:
'Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?'

Respondo:

Baleias sempre estão cercadas de amigos.
Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos.
Baleias amamentam. Baleias nadam por aí, singrando os mares e conhecendo lugares legais como as banquisas de gelo da Antártida e os recifes de coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça.
Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados.
Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais. Baleias são lindas e amadas.

Sereias não existem.
Se existissem viveriam em crise existencial:

'Sou um peixe ou um ser humano?'

Runner, querida, prefiro ser baleia!


Ga
rotas reais não são perfeitas.
Gar
otas perfeitas não são reais.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

~ O Bordado ~


Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto ela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Respondia que estava bordando. Todo dia eram a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
- Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós, e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
- Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição.
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
- Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros? Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados? Por que estavam cheios de pontas e nós ? Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
- Filho, venha aqui e sente em meu colo. Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
- Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo. Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: - Pai, o que estás fazendo? Ele parece responder: - Estou bordando a sua vida, filho. E eu continuo perguntando: - Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes? - O Pai parece me dizer: - Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em Mim...e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição. Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas. As coisas s ão confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida! Do outro lado, Deus está bordando...

domingo, 4 de setembro de 2011

~ Mochila nas Costas ~


Mochila nas costas simbólica, pois já passei da idade e tenho os meios de me oferecer coisa melhor.
Vive-se melhor uma aventura quando se está sozinha: na estrada, os encontros se multiplicam numa velocidade tal que se chega a quase fugir deles. Eu disse ‘quase’, pois eu gosto do prazer maravilhoso de encontrar, de conhecer, de descobrir. Tudo. 
Mochila nas costas para contar depois. Para sentir arrepios. Para colher imagens, rostos, sensações. Colecionar. Viver. E se pegar, de tempos em tempos, relembrando os adoráveis momentos das férias.
É tão excitante. Aquilo que te prende durante todo o ano fica pra trás. É hora do novo, da descoberta, da circulação livre, da espontaneidade, pois partir para a aventura representa, sem maiores riscos, romper os elos com o cotidiano. Isso é um ‘must’ na minha vida, e recomendo que seja um na sua também. 
Começo traçando o meu roteiro com antecedência, porém nada me impede de, no lugar escolhido, mudar um programa. Sempre rola o improviso – o que se resolve na hora.
Mochila nas costas para desligar completamente. Marcar uma ruptura. Tomar todas as boas resoluções para a volta. E aproveitar o prazer de escapar dos caminhos estabelecidos.
Mochila nas costas sozinha. Encontrando outras mochilas. Ou, talvez, a mochila da minha vida. Quem sabe?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

~ Three Steps to Happiness ~


If you ask people to tell you about their happiest memories, few will mention money. Instead, they include a gratitude for life, an appreciation of small things, the presence of love, and an enjoyment of the moment.
According to life coach Peter Cohen, if you put effort into your close relationships, you'll feel happier as a result. Job satisfaction is vital too. Those who feel what they do is a vocation are generally more content. Acts of kindness also make you feel happier. Lottery winners who have donated their winnings to charities report never having had so much pleasure in their lives.
Martin Seligman, a leader of the positive psychology movement, has created a similar three-stage model for happiness. The first stage is made up of simple pleasures: drinking, eating, watching a good film, etc. The second involves doing something we are good at. The third stage comes from using your strengths in the service of something bigger than yourself. It's when you combine stages two and three, he says, that you find long-lasting happiness.